10 filmes brasileiros sobre as artes plásticas

por Elias Fontele Dourado

Aqui está uma seleção com dez relevantes filmes sobre as artes plásticas no Brasil. Essenciais àqueles que transitam no caminho das artes e interessante aos curiosos e admiradores.

10. A Obra de Arte (2009)

Direção: Marcos Ribeiro

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Eduardo Sued, Carlos Vergara, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Waltércio Caldas, Tunga e Ernesto Neto. Sete dos principais artistas plásticos brasileiros explicam o processo de criação de suas obras, falam sobre suas ideias e mostram imagens dos ateliês.

9. O Vermelho de Selarón (2010)

Direção: Rafael Bacelar

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Um retrato do artista chileno Jorge Selarón, que desde 1990 realiza trabalhos de azulejaria e pintura nas escadas da Rua Manoel Carneiro, entre os bairros da Lapa e de Santa Teresa, no centro histórico do Rio de Janeiro. A monumental Escadaria Selarón entrou para o roteiro turístico da cidade, ficou conhecida internacionalmente e hoje atrai milhares de visitantes.

8. O Aleijadinho – Paixão, Glória e Suplício (2000)

Direção: Geraldo Santos Pereira

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A história do escultor mineiro Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, acompanhando sua vida e sua formação artística e cultural. O filme mostra o relacionamento com a escrava Helena, os conflitos políticos com o pai, um arquiteto português, a sua amizade com o inconfidente Cláudio Manoel da Costa e a doença que o deixou deformado, mas não conseguiu impedi-lo de trabalhar.

7. Portinari, o Pintor de Brodósqui (1968)

Direção: João Batista de Andrade

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A extensa obra do pintor Cândido Portinari, autor de mais de cinco mil quadros, é examinada pelo prisma de sua temática e inspirações. Examina-se a relação de sua pintura com sua origem, filho de imigrantes italianos nascido em Brodowsky, no interior paulista, que foi talento precoce aos 9 anos de idade. Além de apresentar algumas de suas telas, reconstituem-se cenas de sua terra natal que marcaram seu imaginário – como o futebol de meninos, o enterro infantil com caixãozinho azul e os camponeses e trabalhadores em seus afazeres.

6. Ver Ouvir (1966) 

Direção: Antônio Carlos Fontoura

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A pintura fala através do trabalho de três jovens artistas, Roberto Magalhães, Antonio Dias e Rubens Gerchman, simplesmente devastadores na visualidade com que, em seus trabalhos, transmutam a cacofonia da cidade contemporânea.

5. O Mundo de Lygia Clark (1973)

Direção: Eduardo Clark

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Documentário e curta artístico que explora o universo da artista brasileira Lygia Clark. Experiências sensoriais, a percepção do corpo, formas e sensações táteis se misturam em uma sinestesia que reflete o humano enquanto parte do cosmos, perdendo-se para encontrar-se. A arte desmistificada, como ação da pessoa comum, expressão do ser, ao fugir da mecanização de movimentos e atitudes.

4. O Aleijadinho (1978)

Direção: Joaquim Pedro de Andrade

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Um inventário da vida e da obra de Antônio Francisco Lisboa, o artista mais expressivo do Brasil colônia. Nascido em 1738 na antiga Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG), cedo tornou-se conhecido pelas originais concepções técnicas e artística que introduziu em seu ofício de escultor. Além das obras realizadas em Ouro Preto, trabalhou também em Tiradentes, Congonhas do Campo, Sabará, Mariana e outras cidades vizinhas, mesmo acometido por uma doença que o deformou, mas que não o impediu de continuar sua obra monumental e comovente. Baseado em texto e roteiro de Lúcio Costa.

3. Lixo Extraordinário (2010)

Direção: João Jardim, Karen Harley, Lucy Walker

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Filmado ao longo de quase três anos, Lixo Extraordinário acompanha a visita do artista plástico Vik Muniz a um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis. O objetivo inicial de Muniz era “pintar” esses catadores com o lixo. No entanto, o trabalho com estes personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugestionados a imaginar suas vidas fora daquele ambiente.

2. Heitor dos Prazeres (1965)

Direção: Antônio Carlos da Fontoura

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Memórias do sambista popular e pintor naïf Heitor dos Prazeres em seu atelier na Cidade Nova, bairro decadente do Rio de Janeiro, que só sobrevivia em seus sambas, seus quadros e suas recordações.

1. Di Cavalcanti Di Glauber (1977)

Direção: Glauber Rocha

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“Di Cavalcanti Di Glauber”, ou “Ninguém Assistiu ao Formidável Enterro de Sua Última Quimera; Somente a Ingratidão, Essa Pantera, Foi Sua Companheira Inseparável”, é um curta polêmico. Quando o pintor brasileiro Emiliano Di Cavalcanti morreu, Glauber Rocha foi ao funeral com uma câmera na mão e uma ideia na cabeça. Glauber filmou o enterro, o corpo no caixão, enquanto a família de Di, aos berros, pedia para ele ir embora. Ao fundo, tocava o samba-funk “Umbabarauma, Homem Gol”, na voz de Jorge Ben Jor. Premiado no festival de Cannes, mais tarde o filme foi proibido pela justiça brasileira, a pedido dos familiares de Di, alegando que Glauber desrespeitou o funeral e transformou aquele momento sagrado num carnaval.